Ficha Técnica

Batman - A maldição do Cavaleiro Branco 1 capa
Capa de Sean Murphy

Batman – A Maldição do Cavaleiro Branco 1
Autores: Sean Murphy (roteiro e arte),  Matthew ‘Matt’ Hollingsworth (cores)
Preço:R$ 9,90
Editora: Panini / DC (Black Label)
Publicação: Fevereiro / 2020
Número de páginas: 32
Formato: Americano (17 cm. x 26 cm.) Colorido / Lombada com grampos Quadrada / Capa cartão
Gênero: Super-heróis

Sinopse: O Coringa está de volta! E com ele um segredo do passado da família Wayne emerge para afogar Gotham e levar consigo Batman e seus aliados ainda fragilizados pelos últimos acontecimentos. Veja o nascimento de Azrael e prepare-se para o fogo purificador no novo capítulo da saga do Cavaleiro Branco.

E cá estamos em Batman: A maldição do Cavaleiro Branco 1, o primeiro volume do segundo capítulo da saga criada por Sean Murphy (arte e roteiro) e com cores de  Matthew ‘Matt’ Hollingsworth. Publicada nos EUA em setembro de 2018 pelo selo Black Label, a minissérie chega ao Brasil pela Panini em oito volumes e o que temos é uma continuação direta dos eventos ocorridos em Cavaleiro Branco, estabelecendo um novo status quo em Gotham e introduzindo um mistério de séculos sobre a fundação da cidade e a família Wayne.

Começando com um flashback, no qual vemos um embate entre Lorde Wayne e o General Arkham, com ares de Conde Drácula, em 1685 e passando rapidamente para os dias atuais com mais uma fuga do Coringa do Asilo Arkham, é possível dizer que Murphy estabelece numa única tacada os dois pólos narrativos desta nova minissérie: passado de Gotham e o Coringa.

Coringa

E se em Batman – Cavaleiro Branco era Jack Napier que movimentava a trama, aqui temos o retorno do Coringa aos palcos. Mas o personagem está mudado, enciumado com a fama de Napier e o que ele fez com a cidade, o palhaço do crime está menos psicótico e em busca por um novo duelo com o Cavaleiro das Trevas. E para isso, irá contar uma piada que só ele conhece. 

Arte de: Sean Murphy

Não que o personagem tenha perdido a sua fúria criminosa e a sua personalidade caótica, mas há algo novo. Uma fúria contida por perder o seu espaço no jogo político e por certas estruturas terem sido expostas, o que indica que muito da organização social da cidade pode ter um dedinho do Arlequim do ódio. 

Atuando como um titereiro, o Coringa se move nas sombras, posicionando peças aqui e acolá, buscando novos parceiros como a misteriosa e poderosa Ruth, que representa às elites de Gotham e seus negócios escusos, e o perturbado Jean-Paul, em uma cena que sintetiza e integra de forma espetacular Azrael a este novo universo, todo o fanatismo religioso do personagem. E o Batman, onde está? 

Batman

Arte de: Sean Murphy

Bem, o Cruzado Encapuzado está em uma situação delicada. Tendo que lidar com as consequências da Iniciativa Napier e seu papel na cidade, Batman está passando por uma crise de identidade. E é nesse cenário que ele terá que lidar com o enigma do diário de Edmond Wayne – o primeiro da família Wayne a se instalar nos Vales de Gotham -, e sua relação com o corpo de Laffy Arkham. 

Algo a se chamar atenção nesse Batman: A maldição do Cavaleiro Branco 1 são as interações entre os membros da Bat-família. A tensão entre Dick e Bruce ainda está lá mostrando que os dois possuem um longo caminho pela frente. E a cena entre os dois é bastante intensa, já que vemos um lado que não estamos acostumados de Bruce. Já Bárbara, continua sendo a voz da razão no grupo, com direito a puxar a orelha de Bruce e um pequeno momento hilário acerca da esquisitice de Gotham.

Para finalizar, este primeiro volume da minissérie mostra que Murphy continua afiado e sabe exatamente para onde deseja levar a sua criação. Aprofundando as questões lançadas na primeira parte de seu Murphyverse e trazendo novos elementos para a trama, Batman: A maldição do Cavaleiro Branco se mostra como uma sequência digna de sua antecessora. Fato que esperamos por aqui. 

Nota: 4 de 5

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Autor: Thiago de Oliveira

Há mais de duas décadas lendo e colecionando quadrinhos. Tem mais da metade do que gostaria e menos do dobro do que queria ter. Não dispensa um pão de queijo, um café e uma cerveja.

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