Chegamos à segunda parte da nossa investigação sobre o Troféu HQMIX e os melhores quadrinhos brasileiros do século XXI. Nosso foco a partir de agora são os últimos vinte e um anos da premiação e o surgimento da categoria “Edição especial nacional”, uma dissonância da antiga categoria “Edição especial” que vigorou até 2003. Se você não leu a primeira parte, clique aqui.
Criada em 2004, a categoria é voltada exclusivamente a obras brasileiras e que se encaixem no seguinte critério: “obra nacional em quadrinhos publicada em volume único”.
Sim, está é a única informação disponível no regulamento para a definição da categoria. Mesmo que seja possível encontrar menções a critérios técnicos como ineditismo, estrutura, metodologia, contribuição, redação e apresentação, a falta de transparência e o excesso de subjetividade são duas das principais queixas de leitores e profissionais, algo que pode ser visto sempre depois da divulgação da lista de vencedores.
Tanto que deixo aqui alguns dos meus questionamentos após ler o regulamento. Obras estrangeiras publicadas por editoras brasileiras podem ser entendidas como obras nacionais? Uma obra que foi publicada originalmente de forma seriada e depois compilada em volume único, conta?
2004 a 2025 – Ganhadores do Troféu HQMIX
Dúvidas postas, vamos a lista daqueles que podem ser chamados os melhores quadrinhos do século XXI.
- 2004 – A moça que namorou com o bode
- 2005 – 10 Pãezinhos – crítica
- 2006 – Santô e os pais da aviação
- 2007 – 10 Pãezinhos – mesa para dois
- 2008 – Laertevisão – coisas que não esqueci
- 2009 – Mesmo Delivery
- 2010 – MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 artistas
- 2011 – Bando de dois
- 2012 – Morro da Favela
- 2013 – Astronauta – Magnetar
- 2014 – Turma da Mônica – Laços
- 2015 – A Vida de Jonas
- 2016 – La Dansarina
- 2017 – Yeshuah – Absoluto
- 2018 – Angola Janga
- 2019 – Jeremias – Pele
- 2020 – Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias
- 2021 – Beco do Rosário
- 2022 – Brega Story
- 2023 – Em Busca do Tintin Perdido
- 2024 – O Fantasma da Ópera em São Paulo
- 2025 – Quando Nasce A Autoestima?
Para as pessoas que ainda não perceberam, há um erro proposital na contagem dos melhores quadrinhos deste século, afinal de contas o século XXI inicia-se em 1º de janeiro de 2001 e vai até o dia 31 de dezembro de 2100. Explico, como antes de 2004 não havia um prêmio exclusivo as HQs nacionais, estou descartando as participações de “Restolhada do Marcatti” (2001), “Saino a percurá” do Lelis (2002) e “Filho do urso e outras histórias” do Colin (2003), mesmo elas tendo sido ganhadoras dos anos iniciais deste século.
Entretanto, é interessante notar esse ponto de inflexão na premiação, mas investigar os motivos para isso seria ultrapassar e muito os objetivos do texto atual que já está muito longo e ainda não chegamos a sua metade. Deixo então a provocação para que outras pessoas possam fazer a apuração dos motivos que levaram a esta virada no HQMIX.
Situação mercadológica
Vocês ainda se lembram do motivo pelo qual comecei este texto? Se não, a ideia era verificar quantas HQs nacionais vencedoras do Troféu HQMIX estariam disponíveis para compra. Com isso em mente, um dos primeiros dados que compilei foi a disponibilidade das obras no mercado e coloquei para mim que para ser considerada em estoque a obra deveria estar disponível junto a editora. Isso seria um indicador de que o quadrinho manteve a sua relevância ao longo dos anos e que ainda não encerrou o seu ciclo de vida enquanto produto.
O resultado me surpreendeu positivamente, 15 (68,2%) das 21 obras foram encontradas junto a suas editoras, além de serem facilmente encontradas em livrarias, comic shops e outros e-commerces, ou seja, nada de produtos de segunda mão.
Claro que nesse meio tempo algumas obras trocaram de editoras, como no caso de “Morro da Favela” de André Diniz que originalmente foi publicada pela editora Leya/Barba Negra (2012) e que encontrou nova morada na Darkside Books (2025) ou “La Dansarina” de Lilo Parra e Jefferson Costa publicada pela Quadro a Quadro (2015), republicada pela Marsupial (Jupati Books) em 2017 e posteriormente pela Harper Collins em 2022.
Algumas ganharam reimpressões ao longo do tempo como “A vida de Jonas” de Magno Costa em 2017, “Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias” de Jefferson Costa em 2022 e “Beco do Rosário” de Ana Luiza Koehler em 2025.
Outras ganharam novos formatos como a “MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 artistas”, que junto das HQs MSP + 50, MSP Novos 50 e Ouro da Casa foram compiladas em versão omnibus na obra Coleção MSP 50. “Astronauta – Magnetar” de Danilo Beyruth e “Turma da Mônica – Laços” de Vitor e Lu Cafaggi também ganharam novas versões integrais pela Panini em 2023 sob os títulos Astronauta Integral Vol. 1 e Turma Da Mônica – Integral.
Por conta disso, devo fazer uma pequena explicação quanto às obras que estão fora de estoque. Para defini-las utilizei o critério inverso e marquei todas as que possuíam tal status nos sites de suas respectivas editoras. Por isso, obras como “Astronauta – Magnetar” e “Turma da Mônica – Laços” foram incluídas na contagem de obras esgotadas.
Quando olhamos para o universo das edições que se encontram fora de estoque, a realidade é bastante cruel para aquelas pessoas que buscam as obras. Os preços das HQs vão de R$ 18,00, “10 Pãezinhos – crítica” de Fábio Moon e Gabriel Bá, passando por R$ 60,00, “Laertevisão – coisas que não esqueci” da Laerte, e chegam até a casa dos R$ 1.300,00, “A moça que namorou com o bode” de Klévisson Viana.
Para conhecimento, segue abaixo a lista das HQs fora de estoque em 2026:
- A moça que namorou com o bode
- 10 Pãezinhos – crítica
- 10 Pãezinhos – mesa para dois
- Laertevisão – coisas que não esqueci
- Mesmo Delivery
- Astronauta – Magnetar*
- Turma da Mônica – Laços*
Muitas dessas obras que estão esgotadas não possuem cópias digitais, sejam elas legais ou ilegais, tornando assim a leitura impossível e ficando o registro da premiação do Troféu HQMIX como, talvez, a sua principal ocorrência de existência
Gêneros literários
Passando pelos gêneros das obras premiadas nessa segunda fase do HQMIX, é possível ver tanto uma continuação quanto uma ruptura. De um lado, temos um giro de 180º com o surgimento de novos temas abordados dando espaço para o Drama, Aventura, Humor e Adaptações. De outro, vemos a continuidade do predomínio do gênero Alternativo e da transmutação do gênero infantil para o juvenil.
Acredito que muito dessa continuidade se deva a dois fatores: a força do quadrinho independente e o fenômeno das Graphics MSP capitaneadas pelo editor Sidney Gusman, que soube ler o momento e o mercado nacional pinçando novos talentos das HQs independentes e os colocando para revitalizar, quer queiram, quer não, a maior marca dos Quadrinhos brasileiros: a Maurício de Souza Produções (MSP).
André Diniz, Danilo Beyruth, Fábio Moon e Gabriel Bá, Jefferson Costa, Larissa Palmieri, Marcelo D’Salete, os irmãos Caffagi, Rafael Grampá. Todos começaram a sua carreira nos quadrinhos independentes e foram ganhando destaque na cena ao longo dos anos, sendo devidamente reconhecidos em diferentes categorias do HQMIX e abocanhando outros prêmios nacionais e internacionais. Em alguns casos, muitas das obras aqui premiadas começaram como publicações independentes como “Beco do Rosário”, “Mesmo Delivery” ou “10 pãezinhos”.
Já a Maurício de Souza Produções começa seu reinado em 2010 com “MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 artistas”, conquista uma dobradinha em 2013 e 2014 com, respectivamente, “Astronauta – Magnetar” e “Turma da Mônica – Laços” e alcança seu auge, até então, com “Jeremias – Pele” em 2019 – obra que também levou o prêmio Jabuti.
Um nome que reforça essa possibilidade dos quadrinhos independentes e da Graphic MSP como elementos centrais desse movimento de revitalização e crescimento dos quadrinhos brasileiros no século XXI é o nome do ilustrador e quadrinista Jefferson Costa. Tetracampeão na categoria, com “La Dansarina” (2016), “Jeremias – Pele” (2019), “Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias” (2020) e “Quando Nasce A Autoestima?” (2025), o paulista iniciou sua carreira em publicações como “Quebra-Queixo – Technorama n° 1”, “Ainda?” – fanzine da Quanta Acadêmia de Artes, “Front” da Via Lettera, entre outras obras publicadas de forma independente ou antologias de editoras apresentando novos talentos.
Porém, é preciso olhar mais de longe para se entender esse boom dos quadrinhos nacionais e para isso, recomendo o texto “La transtornada historieta brasileña” do Érico Assis, que você pode ler aqui. No texto, o crítico e jornalista faz, entre outras coisas, um pequeno levantamento do boom dos quadrinhos nacionais durante as duas primeiras décadas deste século, assim como argumenta que a nona arte por aqui sempre foi algo de risco.
Editoras
Falando em diversidade, são quatorze o número de editoras com obras vencedoras, o dobro de empresas comparado com o período anterior a 2004, porém mesmo com esse aumento é ainda possível ver a permanência de uma mesma situação ocorrida anteriormente com a Editora Abril.
Herdeira da Editora Abril, a Panini possui a maior quantidade de estatuetas com quatro premiações, assim como um número considerável de indicações em diferentes categorias do HQMIX, sendo praticamente figurinha carimbada no prêmio. Muito disso se dá por conta da editora ser detentora dos títulos da DC Comics, Marvel, Maurício de Souza Produções e de uma quantidade considerável de mangás licenciados dos mais diferentes estúdios.
No caso da sua parceria com a Mauricio de Souza Produções, a junção entre a empresa italiana e o estúdio brasileiro, vem se mostrando bastante exitosa tanto em números de vendas, em 2023 o selo Graphic MSP havia ultrapassado a marca de um milhão de exemplares vendidos, quanto em indicações e premiações.
Porém, mesmo com todo este poderio, a Panini conquistou apenas duas vezes o prêmio de melhor editora, uma em 2003 e a outra em 2009. Situação que contrasta com a Pipoca & Nanquim que mesmo contando com duas dezenas de obras nacionais em seu catálogo, só figurou uma única vez na categoria de Edição especial nacional, graças a “Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias” em 2020.
Assim como o Quadrinho nacional cresceu e se consolidou durante as duas décadas iniciais deste século, o mercado editorial também seguiu o mesmo processo alicerçado em alguns fatores. A migração dos quadrinhos para as livrarias, a explosão de festivais na rabeira do crescimento da cultura pop e nerd, políticas públicas como o Programa Nacional Biblioteca na Escola que passou a comprar enormes tiragens para abastecer as bibliotecas escolares.
Um fato curioso é o desaparecimento das HQs independentes na lista, apesar de ser possível encontrar HQs autopublicadas entre os indicados. Seria um reflexo da evolução do mercado ou uma decisão do Troféu HQMIX de concentrar as obras nas categorias Publicação independente de grupo e Publicação independente edição única? Como não há informações claras no site, ficamos com este outro mistério.
No entanto, o mercado editorial brasileiro continua a viver sob o fio da navalha. Aumento do custo da produção, tiragens cada vez menores e a sanha de um colecionismo tacanho de certos editores são alguns dos fatores que podem influenciar os rumos não só do gibi brasileiro nos próximos anos, mas também nas obras que veremos no futuro do prêmio.
Gênero dos autores
Falando em continuidades, esta é um tanto quanto mais incomoda. Mesmo com o crescimento do mercado, o fortalecimento do quadrinho nacional e da eclosão de novos temas e gêneros literários vencedores no prêmio, o que ainda vemos é uma hegemonia masculina.
A maior parte das equipes criativas são compostas por homens (masculino), duas são formadas por duplas homem e mulher e somente três equipes são exclusivamente de mulheres. No total, após um longo hiato sem uma única representante, temos cinco mulheres vencedoras.
- Ana Luiza Koehler – Beco do Rosário
- Laerte – Laertevisão – coisas que não esqueci
- Larissa Palmieri – O Fantasma da Ópera em São Paulo
- Lu Cafaggi – Turma da Mônica – Laços
- Regiane Braz – Quando Nasce A Autoestima?
Um adendo, a HQ “MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 artistas” não entrou na contagem por se tratar de uma coletânea e resolvi colocar os seus dados a parte. Mas, os números também não são muito diferentes, dos 50 artistas convidados para a HQ, somente três são mulheres.
Pouco, muito pouco visto a enorme produção de mulheres, pessoas não -binárias e LGBTQIAP+. O que, por sua vez, demonstra que os protestos e manifestações ocorridas durante a premiação de 2023, mais do que válidas, eram necessárias.
Acredito que em resposta a este movimento das quadrinistas em 2023, o HQMIX tenha se movimentado internamente e trouxe um maior número de juradas no ano seguinte, o que garantiu mais diversidade e representatividade a edição. Porém, tal movimento foi ofuscado por toda a confusão que se seguiu após a publicação da lista de ganhadores da edição, pois para muitos a ausência de determinados nomes do mercado nacional era injustificável.
Muito se questionou quem eram e quais foram os critérios utilizados pelo júri para a escolha dos indicados e o prêmio teve que se movimentar, voltando a publicar os nomes dos jurados depois de seis anos sem o fazê-lo. Junto desta informação, uma pequena nota explicando o processo de julgamento das obras foi publicada, mas sem entrar em detalhes quanto aos parâmetros utilizados. Do outro lado, nas categorias que são abertas a votação pública de profissionais da área, muitos votantes declararam escolher obras de mulheres e pessoas LGBTQIAP+ como forma de reparação.
Tudo isso se transformou em um imenso caldeirão que de certa forma refletiu o problema que temos visto na crítica literária nos últimos anos. É possível julgar obras de autores que estão à margem com a mesma metodologia utilizada para avaliar obras de homens brancos? Quais deveriam ser os indicadores apreciados?
Como exemplo, basta ver todo o vai e vem em torno do livro Torto Arado do escritor brasileiro Itamar Vieira Assunção. Incensado por muitos e reprovado por tantos outros, o romance do escritor baiano talvez seja um bom ponto de partida para pensarmos toda essa questão do triunvirato crítica-premiação-representatividade. Muitos dos argumentos levantados por críticos e outros intelectuais que se envolveram na discussão do livro podem ser transpostos para o debate que movimentou a edição de 2024 do HQMIX e nos ajudar a sair desta falsa polêmica.
Naturalidade dos autores
Um outro dado preocupante encontrado durante a análise é a supremacia de obras do eixo sul-sudeste, com destaque para quadrinistas do estado de São Paulo, que ficaram com treze (65%) dos vinte e dois prêmios do período.
A discrepância é tão grande, mesmo para o eixo sul-sudeste, que se somados, todos os outros estados terão somente seis prêmios, distribuídos da seguinte maneira:
- Minas Gerais – 02
- Rio Grande do Sul – 02
- Rio de Janeiro – 01
- Paraná – 01
O único estado à margem deste centro é o Ceará, que levou o prêmio com o “A moça que namorou com o bode” de Klévisson Viana e isso no longínquo ano de 2004. O que mais uma vez nos joga de volta as mesmas perguntas relacionadas a produção de pessoas minoritárias. Pois, há sim quadrinistas fora deste eixo produzindo e produzindo muito e não é difícil de encontrar, basta estar atento.
Tanto que como resposta a esta capa de invisibilidade, vimos em 2020 o nascer de um projeto cultural de valorização dos quadrinhos nortistas, encabeçado pela editora e comunicadora Sâmela Hidalgo, o Norte em Quadrinhos. Hidalgo também vem organizando o Circuito Amazônico de Quadrinhos e o Prêmio Mapinguari e também produzindo a Semana do Quadrinho Nacional de Manaus. E estes são apenas alguns dos exemplos de iniciativas que você pode encontrar por aí.
Inclusive, o Prêmio Mapinguari solta a sua lista de vencedores em Maio, muito antes da lista de indicados do HQMIX começar a circular e sim, eu sei que que o HQMIX funciona com inscrições pagas para cada categoria que uma obra ou autor deseje participar, contudo seria muito bom que houvesse um diálogo entre as premiações de forma a trazer mais visibilidade e diversidade nas fileiras dos ganhadores.
Conclusão
Como vocês podem perceber, os números do HQMIX contam uma história de uma quase continuidade. Se antes era notável a presença de estrangeiros em um prêmio que deveria laurear o quadrinho brasileiro, com o passar dos anos do século XXI vimos surgir a coroação de um ninho de obras bastante específico.
Culpa dos autores? Não. Contudo, o cânone dos quadrinhos brasileiros ser formado por uma extensa maioria de homens brancos e paulistas mostra a permanência de uma estrutura material bastante específica e que não irá se resolver sem a participação ativa dos criadores do Troféu HQMIX e demais agentes da cadeia produtiva de quadrinhos brasileiros. Assim como um maior incentivo por parte de políticas públicas que precisam enxergar o quadrinho brasileiro como aquilo que ele já é: imenso.
Igualmente é necessário realizar uma discussão série que reconheça os processos que levaram ao ostracismo obras produzidas por agentes do campo social minoritário de forma que elas também alcancem o devido mérito e reconhecimento. Para isso, é preciso que o HQMIX entenda o seu papel neste processo e continue a trazer outras vozes para compor o seu corpo de jurados, mas ao mesmo tempo rever as suas categorias com esmero técnico e acadêmico e deixar bastante claro os critérios analisados por aqueles que decidem os vencedores. Não adianta falar aos quatro cantos que é o “Oscar dos quadrinhos do Brasil” se todo ano vemos sombras de dúvidas e polêmicas a rodear a premiação.
Em relação a minha pesquisa, é claro que ela não esgota o tema e analisar uma única categoria não é analisar o prêmio como um todo. Há sim a presença de mulheres, pessoas negras, amarelas, LGBTQIAP+ e das mais diferentes partes do Brasil se formos investigar todas as suas trinta e cinco categorias. Mas como disse lá no início da parte um o que quis investigar era quais seriam os melhores quadrinhos brasileiros do século XXI e para isso examinei a categoria Edição especial nacional de forma a me ajudar a compor essa lista e extrair os dados ali condensados.
Sem mais a dizer, encerro por aqui e torcendo para que o quadrinho nacional se fortaleça ainda mais nos próximos anos e que quem for fazer a lista de melhores quadrinhos brasileiros do século XXI ali em 2101 encontre uma lista diversa, rica e potencializada com os mais diferentes nomes, gêneros e regiões.

